ou de como todo o lixo e clichê serão utilizados ou isso um dia foi uma dança fragmentada

25
Mai 09

 

Voltei pra dizer que fecho, não! Só quando cansar de hablar.

Como consumidor(sim, consumidor) me cansa, me expulsando, ver um artista ou crítico (principalmente do mundico literário) conclamar a eterna busca da originalidade.

Quero longe a originalidade.

Explico-me.

Me parece tolice a busca dessa originalidade que nasce do nada e descreve as inquietações de um espírito inquieto.Sacou?

Esse ideia que nasceu com os românticos, se radicalizou com as vanguardas se transformando no discurso bocó de dez entre dez críticos e artistas sérios.
Eu gosto daquela originalidade do artesão. Do artista que conhece todas as ferramentas do seu ofício e busca a "originalidade" dentro de limites muito bem estabelecidos.

Taí ai os sonetos que não me deixam mentir.

E as grandes mudanças ocorreram por que o artesão conhecia toda a tradição e sabia exatamente onde alterar o objeto, para uma nova percepção do seu público. (Mas a última frase é só um achismo.)

Exemplo:

Em todo filme de ação, dos anos 70 para cá, é lei a tal perseguição. Pode ser de carro, magrela, avião ou barco, tem que ter perseguição.

E não é fantástico quando um roteirista escrevendo dentro dos limites de tempo, enquadramentos, planos etc tenta buscar um novo modo de apresentar a mesma cena, em diversos filmes?

Muitas saem boca-inteira, outras meia-boca, algumas boas e excelentes, mas de repente, tcham!tcham! uma obra de arte. Eu acredito.

Viva o artesão. Abaixo o artista em busca de originalidade. Eca.

publicado por léo mariano às 03:05

4 comentários:
Assino embaixo, mesmo porque há tempos não dá mais para ser original, na literatura há um pouco mais tempo do que no cinema. Pega o Tarantino por exemplo (também é o caso do Baz Luhrman), ele pega os maiores clichês do cinema e transforma em obra prima, em algo completamente genial, e é aí que entra o diferencial.



Gostei desses sapinhos, também quero! hehehe
dri a 25 de Maio de 2009 às 21:35

Pois sim, Dri.

Acho tbm que há um grande erro de buscar a originalidade em detrimento do público. Aquela coisa vazia da obra pela obra.

Talvez a grande originalidade seja voltar a contar apenas uma boa e velha história ao gosto, ou pintar um quadro, sem cair no simplismo. difícil .ou não.

O que me fascina é buscar a originalidade dentro de parâmetros bem marcado. Liberdade demais estraga a arte ou o entretenimento
Os sapinhos são mesmo uma graça.

abs e beijo

Abaixo os originais! Eles não sabem o que dizem. Eles são os banais, Leo, querido.

Você é meu amigo maravilhoso. Estou com saudades.

Beijos pra você e pra Nanci.
marie tourvel a 26 de Maio de 2009 às 23:54

Beijo pra você Marie.

Pois sim, abaixo aos arautos da ultra-originalidade, acima de tudo, banalíssimos.

abs wbeijo outra vez

fragmentos da vida
Colo de Nanci
Maio 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
26
27
29
30

31


arquivos
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO