ou de como todo o lixo e clichê serão utilizados ou isso um dia foi uma dança fragmentada

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Mai 09

A boa vida é composta de detalhes. Bom, pelo menos no transporte público.

Vou exemplificar essa minha categorização maluca.

A ideia de que um transporte público é fundamental para o bom andamento da cidade é a mais calejada e a mais bem querida de todos. De todos.

Contudo, cada cidade tem o seu inferno estagnado sobre esse assunto e com Taubaté não é diferente.

Não tropeçarei na esparrela de  analisar os problemas técnicos  viários; quero é discorrer sobre dois detalhes que me aborrecem diretamente.

O primeiro detalhe diz respeito ao município e ao público. O segundo detalhe diz respeito ao privado e a empresa.

 

Detalhe público:

 

O governo da prefeitura de Taubaté teve a idéia, ainda em tramites na câmara de vereadores, de subsidiar a passagem das pessoas com mais de 60 anos que consigam provar carência. Hoje, apenas pessoas com mias de 65 anos podem andar de graça no ônibus, provando ou não carência.

“Ótimo! Em Taubaté os velhinhos ganharão cinco anos a mias de viagens gratuitas. Que presente” –  Alguns dirão.

Eu respondo: “Sei não, acho que é demagogia. Basta uma rápida andada de ônibus, principalmente nos dias do mês que correspondem ao pagamento da aposentadoria, ou seja, os 10 primeiros dias, para notar que as coisas estão descambando para a bagaceira.”

È fato que a população está envelhecendo, aprendendo e exigindo os seus direitos. Em um ritmo lento? Sim, mas está acontecendo. E outra vez, com Taubaté não é diferente.

Em minhas viagens de ônibus (por um bom numero de carros da frota, digo já) vejo mais e mais idosos se espremendo em apenas 25% do ônibus. Sério! Existem dias e horários em que há tantos idosos se espremendo que alguns preferem pagar passagem a viajar de graça.

Agora, meu bom, imagine o aumento exponencial de velhinhos se amassando na parte da frente do ônibus quando a lei beneficiando pessoas com mais de 60 anos for aprovada?

É claro que pode existir a possibilidade da lei municipal prever, aleémda isenção da passagem, o aumento da área destinada aos beneficiários.

Mas daí se tem outra porca e outro rabo!

O que se faz com os passageiros e  área com os passageiros pagantes? Moem-se mais?

Não sou contra a lei, ou com qualquer coisa que possa nos beneficiar,os cidadãos (e também vou envelhecer.) mas nesse governo de demagogia barata (o pleonasmo é fundamental) desconfio que as melhores intenções são do capeta.

 

Amanha, para não deixar o texto longo e para ter assunto, o detalhe privado e a conclusão.

 

publicado por léo mariano às 20:36

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